SÁBADO, 11 DE DEZEMBRO DE 2010
Deficit habitacional do DF exigirá soluções criativas do novo governo
Deu no site do Correio Braziliense:
Enquanto 360 mil pessoas estão na lista da Codhab à espera de um lote, mais de meio milhão vive em condomínios irregulares. Resolver o problema habitacional do DF vai exigir investimentos em moradia urbanizada e crédito para todas as classes
Helena Mader
Nas ruas de infraestrutura precária e barracos simples, os preços impressionam. Um lote de 250m² nas quadras QNR de Ceilândia não sai por menos de R$ 40 mil. No Varjão, região de baixa renda próxima ao Lago Norte, há imóveis comerciais que custam até R$ 500 mil. A especulação imobiliária na capital federal dificulta ainda mais a solução de um problema que se agrava a cada dia: o deficit habitacional. Cerca de 360 mil pessoas estão inscritas na fila de espera por um terreno em programas do governo, o equivalente a 15% da população do Distrito Federal. Não entram nessa relação os brasilienses de classe média, que também enfrentam dificuldades para conquistar a casa própria. Para complicar ainda mais a questão habitacional, mais de 500 mil pessoas vivem em áreas irregulares, sem registro em cartório.
Nos últimos quatro anos, apenas 5.188 inscritos na fila da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab) foram beneficiados. Se esse ritmo for mantido, serão necessários 277 anos para zerar a lista — isso ignorando as novas inscrições. Especialistas apontam a necessidade de resolver o problema com investimentos em moradia urbanizada e financiamento para todas as faixas de renda.
De acordo com o Ministério das Cidades, o deficit habitacional do DF é de 105.296 moradias. Esse número coloca a capital federal no sexto lugar do ranking das cidades mais carentes de habitação. Para calcular o índice, os técnicos incluem a coabitação familiar — que se caracteriza pela convivência de várias famílias na mesma moradia por falta de opção; o comprometimento de mais de 30% da renda mensal familiar com aluguel, no caso daquelas que ganham até três salários mínimos; e o adensamento excessivo dos domicílios.
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