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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Governo terá política habitacional sériaA fim de coibir a farra dos lotes, que levou a política habitacional do DF a ficar desacreditada, o novo secretário de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Regularização Fundiária, Geraldo Magela (PT), se dispõe a fazer uma mudança radical na distribuição de habitações no Distrito Federal. Para tanto vai lançar mão do modelo do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Ele diz que vai moralizar o sistema e abrir a caixa preta da secretaria, fazendo uma devassa nos processos antigos. De acordo com Magela, há irregularidades na pasta, e as cooperativas envolvidas em fraudes serão excluídas dos programas habitacionais. Para ele, esse será o fim dos privilégios e todos serão tratados com igualdade, sem deixar de ouvir a população. Em período anterior, a Polícia Civil descobriu fraudes na pasta protagonizadas por servidores da Codhab, que foram flagrados vendendo lugar na fila de espera por lote e falsificando documentos para vender benefícios aos interessados por terrenos, enquanto diversas cooperativas habitacionais também se envolveram nas irregularidades. A nova medida adotada pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab) será de financiar a construção de unidades habitacionais. Seguindo o programa Minha Casa, Minha Vida, os beneficiados receberão uma casa ou um apartamento e pagarão prestações proporcionais à renda familiar. Como a Codhab conta hoje com uma extensa fila de pretendentes a lotes, diante da nova medida, a previsão é de que essa lista acabe em pouco tempo, uma vez que Magela quer reorganizar a demanda da lista da Co-dhab, das cooperativas e dos inscritos no Minha Casa, Minha Vida, a fim de que haja apenas um caminho para a população conquistar a casa própria. O objetivo da nova política habitacional é melhorar a qualidade de vida dos beneficiados, observando que muitas das pessoas que antes recebiam um lote não tinham recursos para construir nem acesso à infraestrutura. O secretário ressalta que a legislação proíbe a venda de lotes doados pelo governo por um prazo de dez anos. Para Magela, não adianta só dar o lote, no que ele classifica de uma política clientelista. Magela também se preocupa com a qualidade das construções, a fim de evitar riscos para os moradores.
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